Inscrições Conarh 2010 Serviços Soft Trade
28
jul

EMPRESAS DE TRABALHO TEMPORÁRIO UTILIZARÃO PONTO ELETRÔNICO DO TOMADOR DE SERVIÇOS

Datada de 26 de julho de 2010, a Instrução Normativa nº 85 disciplina a fiscalização do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto - SREP, regulamentado pela Portaria nº 1.510, de 21 de agosto de 2009, e fixa prazo para o critério da dupla visita em relação à obrigatoriedade da utilização do equipamento nela previsto. Dispõe, expressamente no artigo 5, inciso I, que a jornada do trabalhador temporário pode ser registrada no Registrador Eletrônico de Ponto – REP do Tomador de Serviços, a saber:

Art. 5º O Auditor-Fiscal do Trabalho deverá atentar para o fato de que cada Registrador Eletrônico de Ponto - REP somente poderá conter empregados do mesmo empregador, excetuados os seguintes casos:

I - registro de jornada do trabalhador temporário regido pela Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974 no REP do tomador de serviços, posto que a subordinação direta por este exercida obriga-o a atender ao disposto no § 2º do art. 74 da CLT em relação ao referido trabalhador, sem prática discriminatória em comparação aos demais empregados;


O aludido regulamento no parágrafo único esclarece que o sistema deve identificar os empregados que se enquadram no previsto no inciso I, vejamos:

Parágrafo único. Ocorrendo alguma das situações mencionadas nos incs. I e II do caput, o Programa de Tratamento de Registro de Ponto deverá identificar o empregado e considerar as respectivas marcações para o controle de ponto da empresa empregadora.

Insta salientar, que além dos referidos procedimentos temos que citar outras situações que as empresas serão fiscalizadas, tais como:

a) Verificação da regularidade do SREP;
b) Verificação do banco de horas;
c) Verificação da documentação referente aos REP;
d) Emissão e disponibilização do comprovante para o empregado, por meio de seu livre acesso ao REP;
e) Impressão da Relação Instantânea das Marcações pelo Auditor-Fiscal do Trabalho, com todas as marcações efetuadas nas vinte e quatro horas precedentes; e
f) Livre acesso, pelo Auditor-Fiscal do Trabalho, à porta fiscal para apropriação dos dados da Memória de Registro de Ponto - MRP.


Por fim, vale salientar que o Auditor-Fiscal do Trabalho deverá observar o critério da dupla visita nas ações fiscais iniciadas até 25 de novembro de 2010, sendo os primeiros 90 dias de caráter orientativo nas fiscalizações de verificação sobre o sistema REP.

28
jul

Lula vai rever portaria que muda o registro de ponto, informa presidente da CNI

Brasília (27/7/2010) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu rever a portaria do Ministério do Trabalho que obriga as empresas a ter equipamentos de controle de ponto que emitam comprovante dos horários de entrada e saída do trabalhador. A garantia foi dada ao presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, em audiência realizada no final da tarde desta terça-feira, 27 de julho, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB).

“O presidente deixou claro que vai tomar uma providência. Na próxima semana, temos reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra”, informou Andrade, depois da audiência com Lula. “Nossa proposta é suspender a Portaria e criar um grupo de trabalho para discutir um mecanismo adequado aos interesses de empresários e trabalhadores”, disse Andrade. A perspectiva do presidente da CNI é que o grupo de trabalho seja formado por representantes dos trabalhadores, das empresas e do Ministério do Trabalho.

Segundo Andrade, as mudanças previstas na Portaria vão onerar as empresas brasileiras. Ele calcula que serão necessários investimentos de até R$ 6 bilhões com a compra de máquinas que emitam o comprovante do ponto. Cada equipamento custa entre R$ 2.500 e R$ 5.000. A indústria hoje ainda enfrenta o agravante de que o equipamento está faltando no mercado e precisa ser importado.

Além disso, o novo sistema aumentará a burocracia para as empresas e complicará a rotina dos empregados. “Os trabalhadores terão de enfrentar filas nas empresas e guardar os comprovantes de entrada e saída em casa. Serão entre 26 e 50 metros de papel que cada trabalhador terá que guardar por ano, no período de cinco anos”, afirmou o presidente da CNI.

Conforme a Portaria nº 1.510, do Ministério do Trabalho, as empresas têm até o dia 25 de agosto para implantar o novo sistema. A alegação do Ministério é que a medida evitará fraudes.

28
jul

O Ministério do Trabalho não adiou a entrada em vigor do novo ponto eletrônico, contrariando expectativas de empresários e trabalhadores

Destaca-se na IN a instituição do critério da dupla visita da fiscalização, nas ações fiscais iniciadas até 25 de novembro de 2010. Será observado o seguinte, segundo o art. 15:

- A dupla visita no período mencionado será formalizada em notificação que fixará o prazo
de 30 a 90 dias, a critério do auditor-fiscal. - Não havendo a regularização quanto à utilização do REP – Registrador do Ponto Eletrônico, dentro do prazo concedido, a fiscalização autuará o empregador e elaborará relatório a ser encaminhado ao Ministério Público do Trabalho.

Leia na íntegra:
http://www.softtrade.com.br/materiais/INFOTRAB_N08_Julho_2010-Ponto_Eletronico-Fiscalizacao.pdf

24
jul

Flexibilização do Trabalho como ação de Responsabilidade Social Empresarial

Soft Trade patrocina evento realizado pela AAPSA – Associação Paulista de Gestores de Pessoas no dia 27 de Julho de 2010.

O objetivo do evento é apresentar, analisar e discutir as vantagens em flexibilizar o trabalho, por meio de práticas diferentes da Contratação Regular ou Terceirização atual, mobilizando e ampliando as ações de Responsabilidade Social Empresarial.

Daniel Castello, diretor executivo da empresa, estará entre os especialistas que abordam o tema.

Inscreva-se no site: http://aapsa.com.br/eventos.asp?id_evento=604

23
jul

Soft Trade é considerada "stakeholder” pela Caixa Econômica Federal

A Soft Trade foi convidada e participou no dia 16/06/2010 na sede da CEF do evento
 "Criação de um Novo Modelo para o FGTS".
 
O evento teve como foco principal colher idéias futuristas, juntamente com os maiores interessados nesse assunto, as Empresas, Funcionários e Fornecedores de Sistema de Folha de Pagamento, para que juntamente com a CEF seja possível construir uma nova proposta para o assunto FGTS.

23
jun

A Soft Trade integra as informações das áreas de RH da MANETONI

Manetoni

Para otimizar processos internos e gerenciar a folha de pagamento de seus 1.000 funcionários, a Manetoni, distribuidora de cimento, cal e produtos siderúrgicos acaba de contratar a Soft Trade.

A companhia utilizará a ferramenta FatoR H/web, da Soft Trade que diminui o fluxo de papéis, promove a integração das informações e agiliza a execução de tarefas eliminando o retrabalho gerando economia em escala.

A solução é 100% web permite parametrização sob demanda sendo também 100% customizável o que dá autonomia para o desenvolvimento em cada cliente.

Fundada em 1987 a Soft Trade possui sede em São Paulo e atende clientes de diversos segmentos em todo Brasil e Argentina.

www.manetoni.com.br

17
jun

Em primeira mão Notícias da Portaria 1510/2009. FIESP envia carta ao Exo. Ministro de Estado do Trabalho e Emprego.

FIESP envia carta expressando suas reflexões e preocupações a respeito da Portaria 1510/2009. Em primeira mão notícias da Portaria 1510/2009. FIESP envia carta ao Exo. Ministro de Estado do Trabalho em Emprego. Veja notícia completa no site da SOFT TRADE. www.softtrade.com.br. F000555
Acesse a carta no link abaixo:

http://www.softtrade.com.br/adm/fiesp.pdf

Veja também comunicado enviado aos Sindicatos filiados a FIESP.

"COMUNICADO REF.: Portaria 1510/09 - Ponto Eletrônico
Levamos ao conhecimento de todos os sindicatos filiados que em correspondência enviada recentemente ao Ministério do Trabalho e Emprego - MTE a FIESP externou formalmente a sua preocupação com as complicações operacionais e os custos que envolvem a adoção da referida portaria.

Assim, através do referido documento foram apontadas as principais dificuldades a serem superadas pelas empresas que resolveram adotar o "Ponto Eletrônico" como controle de frequência, motivo pelo qual sugerimos a suspensão imediata da eficiêcia do mencionado instrumento regulamentador com abertura do diálogo social, por intermédio da criação de uma comissão tripartite.

Dessa forma, estaremos comunicando a todas as entidades filiadas tão logo o Ministério do Trabalho e Emprego - MTE venha a formalizar um posicionamento acerca do assunto.

...
Assinou o comunicado o Sr. Roberto Della Manna, Diretor Titular Sindical - DESIN.

27
mai

Funcionário que trabalha em casa é alvo de empresas

Em matéria divulgada no UAI, jornal virtual mineiro, o avanço da tecnologia e maior flexibilidade das empresas estimulam contratação de pessoas com escritório em casa.

Segundo a matéria ainda que não hajam estatisticas oficiais que mensurem os chamados home offices no país, algumas companhias, como a Ticket e a Shell, por exemplo, já investem no conceito e colhem resultados satisfatórios, como aumento de produtividade e economia nos custos. Na primeira, o volume de vendas aumentou 40% depois que seus colaboradores começaram a executar atividades em suas residências e a redução das despesas em cinco anos chega a R$ 3,5 milhões. Na multinacional anglo-holandesa, cerca de 150 pessoas trabalham nesse regime no Brasil.

Leia mais em:
http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/05/23/noticia_economia,i=160928/ FUNCIONARIO+QUE+TRABALHA+EM+CASA+E+ALVO+DE+EMPRESAS.shtml

E não perca, dia 09 de junho a Soft Trade realizará debate sobre Redução de Jornada e Teletrabalho, consulte nossa área de eventos neste site!

20
mai

Soft Trade estará na EXPO ABRH. Exposição que ocorre durante o CONARH ABRH 2010

O CONARH é uma janela para o novo, a maior vitrine de oportunidades, inovações e tecnologias para Gestão de Pessoas.

Venha visitar nosso stand e conhecer nossas soluções e serviços.

11
mai

Recursos Humanos & Gestão de Pessoas - Relações de Trabalho

Especialistas propõem um novo olhar sobre a proposta de redução da jornada.

Veja mais em: http://www.softtrade.com.br/materiais/materiaEstadao090510.pdf

03
fev

SOFT TRADE está entre os 100 MELHORES FORNECEDORES PARA RH 2010

Pesquisa da GESTÃO & RH identifica os melhores parceiros para RH 2010 e a SOFT TRADE está neste seleto grupo.
Segundo a revista GESTÃO RH Especial as empresas mais bem avaliadas na pesquisa comprovam que, além da marca forte, têm serviços de primeira linha.
Material completo sobre a pesquisa pode ser consultado na revista que foi distribuída nesta data por ocasião da premiação destes fornecedores.
Parabenizamos a equipe SOFT TRADE por mais esta conquista.
Leiam abaixo declaração de Arthur C. Asnis, sócio-diretor da SOFT TRADE à revista:

"Para prestar um bom serviço, é preciso estar inteiro consigo mesmo e ter a tranquilidade para perceber que a vida acontece no presente e que o passado e o futuro são formas de se viver o presente."

02
fev

Aberta chamada de trabalho para CBTD 2010

A ABTD abriu a chamada de trabalho para o CBTD 2010 - 25º Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento.
A SOFT TRADE, patrocinadora do evento, convite parceiros e clientes a acessar o link http://portal.abtd.com.br/cbtd.html e inscreverem seus trabalhos e "cases" de sucesso.

25
dez

SOFT TRADE e responsabilidade social

Colaboradores da SOFT TRADE reunem-se em ação social para doar cestas básicas de natal para comunidade de Taquaquecetuba.

25
nov

Índice de empregabilidade cresce 3,90%

Pesquisa realizada por empresa campineira mostra que cargos de média e alta gerência demoram mais tempo para se recolocar no mercado de trabalho.

De acordo com dados da ACIC (Associação Comercial e Industrial de Campinas), a taxa atual de desemprego na região da PEA - População Economicamente Ativa é de 6,4%. Esse percentual equivale a mais de 99 mil desempregados na Região Metropolitana de Campinas. Em 2007, nesse mesmo período, os desempregados eram 106 mil (7,1%), o que comprova o aumento da empregabilidade em 3,90% ao ano.

Ainda de acordo com a ACIC, 11,51% da população da RMC tem curso superior completo, e o maior índice de desemprego se configura entre os indivíduos com faixa etária dos 30 aos 39 anos de idade.

Aumento nas contratações de técnicos e especialistas

Uma recente pesquisa realizada pela Korum Recolocação e Transição de Carreira mostra que as empresas aumentaram o ritmo de contratações técnicas e de especialistas na região. Os cargos mais contratados foram os relacionados à área Financeira, Controladoria, Logística, Vendas, Engenharia e Recursos Humanos.

De acordo com o presidente da Korum, Adilson Mirante a taxa de desemprego entre os cargos mais graduados chegou a 11%. Com o aumento da empregabilidade em geral, houve também um aumento de contratações entre os mais graduados, e que embora ainda seja lenta, provocou uma redução do tempo médio que os profissionais mais graduados levam para se recolocar no mercado de trabalho.

"No inicio do ano, o tempo médio para se recolocar um gerente e/ou diretor de empresa era de 7 meses. No fim desse segundo semestre esse percentual melhorou e nossa estatística mensal agora mostra em 5,7 meses o tempo de demora para recolocação de um executivo mais graduado", assegura.

Mirante lembra que no passado, ter um diploma de graduação chegou a ser sinônimo de emprego, e que a pesquisa reforça a tendência de que as vagas para a mão-de-obra mais qualificada ainda estão escassas. Os cargos de gerência na indústria de transformação, máquinas e equipamentos ainda sofrem a ressaca da crise.

"Os investimentos se recuperam lentamente no setor industrial metalúrgico devido ao mercado externo ainda estar retraído, os investimentos do governo em infraestrutura ainda tímidos, o enxugamento de custos continua, e a taxa de cambio não favorável para exportação de manufaturados, já que a região metropolitana de Campinas é grande exportadora de manufaturados, conclui.

Fonte: RH Central

23
nov

SOFT TRADE no CBTD 2009

Pelo sexto ano consecutivo SOFT TRADE participa do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento, como sempre inovando e marcando sua presença com seu stand.

Arthur Asnis, sócio da SOFT TRADE foi convidado a escrever um artigo para a Newsletter do Instituto MVC, com o título ESTANDE DE SUCESSO.

Fonte: Instituto MVC

19
nov

Revista IstoÉ divulga teste de felicidade

O teste de felicidade da Icatu Hartford foi divulgado na revista IstoÉ dessa semana. A revista está nas bancas desde 22 de novembro e a capa tem como chamada principal "Qual é o seu índice de felicidade?".

A matéria (veja na íntegra) fala sobre Felicidade Interna Bruta, incluindo a explicação dos pilares e dos estudos sobre o assunto. A Diretora de Marketing da Icatu Hartford, Aura Rebelo, foi uma das entrevistadas e falou sobre o teste de felicidade que está disponível no site do Projeto FIB "Com o teste, queremos deixar uma pergunta no ar: adianta aprender a ser um profissional eficiente e bem-sucedido se o preço disso é desaprender a ser feliz?".

Ao final da matéria, a revista disponibilizou o teste completo para os leitores descobrirem seus índices de felicidade.

Acesse o teste de felicidade e descubra o seu índice FIB.

Fonte: Projeto FIB – Felicidade Interna Bruta

 
27
mai

Formação de Líderes – Missão (quase) Impossível

Dia 02 de Junho Soft Trade & Essence realizarão o workshop “Arte e Ciência da Liderança Verdadeira”, consulte nossa área de eventos neste site!

Daniel Castello
, Artigo para a Revista T&D de Julho de 2009

No livro “Execução”, Bossidy e Charan descrevem a atuação do que seria um grande líder focado em executar bem e atingir resultados de curto prazo sem comprometer o longo prazo. Além de capacidades analíticas vários degraus acima da média, ainda descrevem um perfil de firmeza invejável de caráter – irradiadores de energia, sinceros, inabaláveis. E incansáveis. Os autores advogam que 30% a 40% do tempo de cada líder deveria ser focado apenas em gestão de pessoas, em especial de outros líderes.

Peter Drucker afirmava que gerir pessoas e tomar decisões sobre pessoas era o trabalho onde os executivos gastavam a maior parte do seu tempo, e que isto estava correto. É assim mesmo que deve ser...

Numa referência mais contemporânea, Ken O’Donnel, com quem tive o prazer de conversar sobre o tema, afirma em seu novo livro “O Espírito do Líder” que não só a base de um grande líder está no conhecimento interior quanto se espera dele sabedoria e discernimento para agir em um ambiente caótico e com valores cambiantes. E que este é o modelo de liderança que o planeta exige de nós, se queremos deixar um mundo saudável para nossos filhos e netos.

Em minha experiência como consultor e executivo convivi com centenas de líderes. Alguns tive a oportunidade de olhar bem de perto por bastante tempo, e posso afirmar que é muito mais difícil do que parece... Se por um lado é necessária uma quantidade de energia que só pode vir nascida da espontaneidade, por outro é requerida uma quantidade imensa de força de vontade para desafiar os próprios paradigmas e se auto-desenvolver em movimento. E o movimento não para...
 
É como aquela história de consertar o avião em pleno vôo – só que com a responsabilidade de ensinar os outros passageiros a consertar ao mesmo tempo...

Formar grandes líderes obviamente não é fácil. Se lermos a média especializada chegaremos a uma conclusão bastante interessante – grandes líderes (1) ou nascem destinados a ser, independente da educação formal, tipicamente crescendo na adversidade como no mito do herói, ou (2) sóo desenvolvidos a partir de uma quantidade imensa de fórmulas de sucesso onde um MBA, um segundo idioma e uma capacidade desenvolvida de networking sóo os pilares fundamentais. Tome cuidado com este tipo de leitura – pode comprometer irreversivelmente sua auto-estima...

Ken propõe que o conjunto de competências essenciais é composto de (a) sabedoria, (b) autoconsciência, (c) capacidade de inspirar confiança, (d) capacidade de dar e conquistar respeito, (e) capacidade de abrir espaço para o diálogo, (f) capacidade de lidar com mudanças, (g) ética, (h) capacidade de manter o foco, (i) poder pessoal, (j) capacidade de cooperar e (l) capacidade de recarregar as baterias interiores a partir do silêncio.

É obviamente um ótimo conjunto de competências, mas coloca um desafio formidável – não é trivial desenvolver competências como respeito, confiança, ética ou poder pessoal. O desenvolvimento destas competências passa por um processo de amadurecimento interior, de características sutis e comumente classificadas como espirituais. O que torna o desenvolvimento de líderes algo tão complexo como educar filhos... Com alguns handicaps!

O amadurecimento destas competências tipicamente vai além do cognitivo. A leitura e o estudo certamente ajudam, mas o verdadeiro aprendizado vem na prática, com o exercício, a reflexão e o feedback sincero de alguém que seja mais maduro em relação àquele aspecto.

É meio óbvio que não dá pra colocar alguém que não seja ético para ensinar ética, ou uma pessoa grosseira para ensinar respeito. No entanto, todos os dias nas empresas que vou, pessoas grosseiras cobram respeito de seus subordinados e pessoas autoritárias exigem colaboração e compromisso de suas equipes. E reclamam porque não funciona e culpam os outros por não funcionar...

E este é provavelmente o aspecto mais desafiador do desenvolvimento de liderança – é que na verdade não conseguimos levar alguém muito mais longe do que onde nós estamos ou compreendemos. E que, portanto, a qualidade da liderança futura está em grande parte dependente da qualidade da liderança de hoje.

Algumas ferramentas de desenvolvimento como Coaching e Mentoring conseguem elevar significativamente o nível de maturidade de uma pessoa, e os defensores destes métodos advogam que a força do método está no método. Eu, pessoalmente, não acredito. Acho que coaching é como psicanálise ou massagem – o método é necessário, mas o que faz diferença é a pessoa aplicando o método... O que torna estes métodos apenas uma espécie de terceirização de função, para compensar liderança falha.

Treinamentos formais também passam pela mesma limitação. Os silêncios do Oscar Motomura me ensinaram muito mais do que os dez livros que levei na mochila na saída do APG, carro chefe da Amana-Key. Assim como duas horas com o Dominique Heau no Insead me ensinaram muito mais do que vários livros que já li. Caminhar no parque da Água Branca com o Ken O’Donnel ? certamente mais instrutivo do que ler de ponta a ponta a última Você S/A.

Como fazer então para desenvolver líderes, sem precisar fazer fila na presença de seres iluminados? O segredo está provavelmente no aprendizado sistêmico como processo organizacional. E aí tem que voltar lá no Peter Senge. E entender que a melhor forma de desenvolver uma organização e formar líderes é estimulando o alinhamento de visão, o trabalho cooperativo, a medição justa e o feedback baseado em diálogos sinceros e em amorosidade.

Em uma organização que dá pesos relativos equilibrados a obter resultados e gerar aprendizado, como a proposta por Bossidy & Charan e conceituada pelo Senge, isto não só é possível como passa a ser uma segunda natureza. E o fantástico é que isto não piora os resultados – ao contrário, tende a melhorá-los, torná-los mais previsíveis e mais sustentáveis.

E na virada da maré, num momento de crise como o que vivemos agora, tende a criar uma organização que reage mais rápido, pois percebe mais rápido, se realinha mais rápido e age consistentemente mais rápido do que as outras. Tenho observado o processo de desenvolvimento do Grupo Santander e aposto que eles sairão desta crise mais fortes e mais bem posicionados do que seus concorrentes.

É claro que liderança tem aspectos que podem e devem ser educados formalmente. Educação formal de boa qualidade desde cedo faz diferença. Viagens, livros, visitas a museus, pesquisas na Internet expandem o mundo interior da criança e geram um adulto mais capaz de entender o mundo à sua volta. Uma formação sólida e a leitura diária e disciplinada de veículos de informação gerais e específicos do contexto de atuação fazem toda diferença no aspecto cognitivo da função, que já é desafiador o suficiente.

É simplesmente informação demais, fragmentada demais, complexa demais para ser analisada - e ela não para! Os meios de comunicação formais e informais produzem uma enxurrada contínua de informação à espera de análise de relevância. Informações globais, informações locais, informações específicas do setor, blogs, micro-blogs, instant messaging, informações internas da empresa, e-mails pessoais, telefonemas, reuniões, conversas de corredor...

Gerar significado da enxurrada é difícil. Selecionar o relevante e entender o que isto muda em nossa realidade é um exercício contínuo. Requer imensa integridade intelectual, diálogo franco, autoconsciência e confiança. Que alimenta e é realimentado pela maturidade.

Alguns outros aspectos requerem abordagens diferentes.

Aspectos da cultura organizacional como apetite por risco, processo de tomada de decisão, cores aceitáveis de gravata e estilo de comunicação podem ser desenvolvidos formalmente, mas tipicamente serão aprendidos por mimetismo ou reativamente às demandas do dia a dia.

Alinhamento de valores é outro aspecto fundamental. É difícil alinhar valores e quase impossível inverter o sinal. Executivos arrogantes e autoritários, após muito treinamento e Coaching, tendem a se tornar apenas executivos arrogantes, autoritários e dissimulados. Características comportamentais também são quase impossíveis de alterar – ponha uma pessoa lenta numa equipe rápida e mais cedo ou mais tarde você produzirá um cansado e um bando de frustrados.

Com a maturidade as pessoas passam a escolher atividades e recombinar suas competências de forma mais produtiva, por uma elevação de autoconhecimento e tolerância. Até lá, é papel do líder fazer os encaixes funcionarem.

A questão toda é como acelerar esta curva de maturação e depois torná-la um processo contínuo e retroalimentado naturalmente, onde o líder passe a ser um amplificador do modelo de liderança que precisamos para desenvolver as empresas que nosso o mundo precisa para não sermos amaldiçoados pelas próximas gerações. Segundo o Ken, meditação ajuda...

23
nov

Brilho nos Olhos

Como você se sente quando recebe um elogio?

A resposta parece óbvia, mas não é. Muitas pessoas não se sentem à vontade. Em nossos trabalhos de desenvolvimento humano, fazemos uma dinâmica onde pedimos para as pessoas anotarem algumas qualidades suas em uma folha de papel, ou seja, fazerem um auto elogio. Algumas literalmente travam, outras dizem que é mais fácil falar dos defeitos. Por que? Eu não tenho a resposta, mas reflita, como você costuma reagir aos elogios que recebe, se você tivesse que falar cinco qualidades em público, ficaria a vontade?

Se você tem filhos, sobrinhos ou teve a oportunidade de acompanhar o crescimento de alguma criança de algum amigo ou parente vai entender o que vou contar.

Quando a criança está aprendendo a andar como é a cena? Ela acorda um belo dia e sai andando? Acredito que não, primeiro ela fica deitadinha mexendo a cabeça, depois começa a engatinhar, depois com a ajuda de seus dedos indicadores ela agarra com aquela mãozinha fofa e você vai conduzindo a criança. Até que o grande momento acontece! Você a solta para ela dar seus primeiros passos sozinha. Que maravilha! Ela sai andando né!? Não? Não! Ela dá um ou dois passos tropeça e cai, nesse momento o que você faz? O que você diz a ela? Algo mais ou menos assim: “Levanta imbecil, anda direito!” É isso que você diz? Acredito que não, a grande maioria diz algo parecido com isso: “Parabéns campeão (pegando a criança no colo) muito bem, você é lindo, que beleza, papai te ama ou mamãe te ama”!

Provavelmente você também ouviu algo parecido quando começou a andar. Logo em seguida o que acontece? Mais uma tentativa e outra e mais outra, até que um belo dia essa criança que até pouco tempo atraz, dependia de você para ir e vir, começa a andar, a correr, a pular e fica independente de você para isso.

Excelente! O que você fez durante o processo? ELOGIOU! Elogiou muito!

O mais interessante é que você elogiou o processo todo, não apenas o final dele. Você elogiou mesmo quando as coisas não estavam perfeitas, você não esperou a criança andar perfeitamente para elogiar, você elogiou os pequenos progressos.

Esse é o poder do elogio, acender o brilho nos olhos das pessoas, é como adrenalina, quanto mais você sente mais quer fazer, mais quer ter aquela sensação boa. Não sabemos quem fica melhor, se é quem elogia ou quem é elogiado. Se for algo que faz bem para todos, por que não fazer mais?

Experimente hoje, esse é o desafio, focalizar nas qualidades e enfatizá-las, repreender quando for preciso, mas ao observar alguém fazendo algo bom, verbalize isso para a pessoa. Não apenas na conclusão de um trabalho, mas e principalmente nos pequenos progressos diários. Não esperem que as pessoas que trabalham ou convivem com você atinjam a perfeição para que você elogie, se você esperar pela perfeição, talvez espere para sempre.

Fonte: MOT
Por: Gustavo Falcão
Consultor MOT
www.motvirtual.com.br

11
nov

ESTANDE DE SUCESSO

Arthur Asnis
Sócio da SOFT TRADE
Empresa que desenvolve soluções para as áreas de Recursos Humanos.

COMO MONTAR UM ESTANDE DE SUCESSO
O Case CBTD


Uma questão importante para nós e, diria, para qualquer empresa é como tornar-se conhecida de seu público. Esse é um tema em ebulição, considerando a questão das redes sociais, internet 2.0, geração “X, Y e Z”, dentre outras formas e estratégias de levar a nossa mensagem.

Quando comecei a escrever esse artigo, onde a proposta é falar sobre uma forma de se apresentar ao público, me veio à cabeça a letra da música cantada pelo Milton Nascimento “... todo artista tem de ir onde o povo está...”.

Esse é o caso quando falamos em participar de um evento segmentado, como um Congresso na área de negócio onde a empresa tem expertise.

Não sei como isso vai soar para você, leitor, mas o caminho das pedras pode ser mais intuitivo do que parece.

Já há muito tempo os congressos e feiras não têm mais a vocação de lançar inovações. As inovações, os trabalhos científicos e os novos produtos não esperam mais os congressos e feiras para vir à tona; exceção a essa afirmação eu atribuo ao salão do automóvel, que lança seus protótipos inovadores em meio a grandes estandes e lindas modelos.

Ao mesmo tempo, uma quantidade excessiva de congressos e feiras e outros eventos, fechados ou abertos, tem se propagado de forma que leva a um esgotamento da platéia.

A partir da minha percepção, esses dois fatores ocorrem quando o tema é a área de Recursos Humanos; há muitos eventos e nenhum lançamento de algo novo ou ainda não visto. Disso provem a dificuldade de levar aos eventos, congressos e feiras pessoas com poder de decisão ou de compra e impõe uma ginástica penosa aos organizadores para mostrar valor agregado a expositores e patrocinadores.

Um fator importante para um expositor ou patrocinador é medir o retorno do investimento. A forma mais prazerosa de dizer qual foi o retorno é mostrar o montante de venda decorrente da participa??o no evento. Não raro, a decisão de participar ou não da próxima edição é avaliar o quanto em negócios fechados foram decorrentes da edição anterior.

Nós temos feito algo diferente, digo, diferente de avaliar a participação em razão do volume de negócios realizados decorrentes da edição anterior. Elegemos estratégia e intuição como caminho para destinar os recursos de que dispomos.

Selecionamos um único evento para ser o principal evento do qual temos participado em uma seqüência de anos (edições) e nele concentramos os nossos principais esforços. Nossa intenção é participar com uma visibilidade considerável que nos permita ser notado, indiscutivelmente, pela maioria dos participantes do evento.

No caso, escolhemos o CBTD – Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento. Esse evento tem uma caracter?stica especial, a partir do nosso entendimento, que é o fato de acontecer sempre em Santos (SP). Santos é uma cidade próxima a Santos o suficiente para não fazer com que o investimento para quem atende o congresso seja fator proibitivo da participação, também, fica próximo de São Paulo, um hub para quem vem de outras cidades ou mesmo estados. Por outro lado, o fato de ser fora da cidade em que trabalha, retém o participante mais tempo no evento tornando rara a possibilidade de que ele dá “somente uma passadinha”.

Outra característica interessante do CBTD: o investimento na inscrição para o evento foi diluído durante o ano através da associação da empresa à entidade que organiza o evento. Dessa forma, a não ser pelas despesas com estadia e locomoção e mais os dias fora do escritório a participação não fica sensível a cortes no orçamento. O que percebemos é que existe uma quantidade considerável de congressistas que retorna ano após ano ao evento, às vezes por empresas diferentes. E muitas empresas cada vez mandam profissionais diferentes ao congresso.

Feita a análise da conjuntura em que está inserido o evento, começa a estratégia de como participar dele. A decisão por essa linha de participação começou há cinco anos e vem se mantendo. Alinhamos a nossa expectativa em nos tornar mais conhecidos para não esperar resultados de curto prazo e para tanto nossa reflexão é a de que a intensidade com que somos lembrados está diretamente ligada ao amadurecimento do congresso em si e ao amadurecimento da carreira profissional dos participantes (congressistas).

Apostamos que durante o período de amadurecimento de sua carreira o profissional, em contato com a imagem da SOFT TRADE, terá nossa empresa como uma das referências quando precisar acessar determinada solução.

Pensando dessa forma, tem sido determinante trabalhar em conjunto com as pessoas que organizam o congresso e ter uma escuta genuína para “ouvir” com sensibilidade os desejos dos congressistas.

Como tática para que nossa imagem fique gravada, temos adotado medidas diferentes. Algumas são metódicas, como estar sempre no mesmo lugar – no caso um lugar privilegiado, garantido pelas sucessivas participações – e outras desde onde vamos colocando nossa imaginação e, especialmente, o genuíno interesse em ouvir o congressista.

No segundo ano da nossa participação, resolvemos distribuir sorvetes para os congressistas. Santos, dezembro, calor e sorvete combinam. Na verdade, a idéia surgiu depois de olhar para o sucesso da “Ice Cream Party” no congresso da ASTD (American Society for Training and Development). Por outro lado, buscamos uma marca de sorvete consagrada pelo público, ainda que houvesse outras possibilidades com menor investimento. Sempre servir sorvete tem sido uma das nossas marcas no CBTD.

Nesse ano, percebemos que as pessoas que pegavam sorvete perguntavam onde podiam comprar água – naquele ano a água era provida pela organização através de galões plásticos. No ano seguinte, tivemos a idéia de trazer garrafas com água, rotuladas com a nossa marca. As pessoas passaram a pegar garrafas e levar para dentro das sessões e, até, para o hotel. Era interessante apreciar algumas pessoas dentro das sessões do congresso, ao som do palestrante, olhando e mexendo na garrafa de forma quase inconsciente.

Outra observação nossa foi quanto ao lixo que geramos com a entrega de garrafas plásticas. No ano seguinte, compramos cestos de lixo para acondicionar as garrafas e solicitamos a uma instituição que retirasse o lixo destinando para reciclagem.

Esse ano, como patrocinador, usaremos uma sala para palestra. O que vamos apresentar não tem diretamente relação com um produto ou uma das nossas soluções. Vamos levar um tema atual, ligado a redes sociais e que acreditamos irá mobilizar o público.

Assim, creio que aquilo que surge para o observador como uma participação de sucesso está relacionada à forma como nos entregamos a esse evento. Em minha opinião nós não simplesmente participamos do evento, mas que estamos tão arraigados ao CBTD que fica difícil distinguir o que seria um sem o outro.

Por fim, nosso agradecimento vai para você que tem permitido, com sua participação no CBTD e com sua presença em nosso estande, que continuemos ano após ano lembrados quando o assunto é soluções para Recursos Humanos.

Arthur Asnis – arthur.asnis@softtrade.com.br – é sócio da SOFT TRADE, empresa que desenvolve soluções para as áreas de Recursos Humanos.

Outros textos poderão ser encontrados no site: www.institutomvc.com.br/Biblioteca

Notícia publicada em Instituto MVC

Especial CBTD – Edição n° 210 – 11 a 17/11/2009.

Sobre a SOFT TRADE

Fundada em 1987, a SOFT TRADE iniciou operações como uma software house para o desenvolvimento de aplicativos para gestão administrativa, como Contabilidade, Folha de Pagamento, Financeiro, entre outros.

A especialização em Recursos Humanos teve início em 1989 com o desenvolvimento de uma aplicação para Folha de Pagamento para o Banco Itamarati. Passados 23 anos desde que começou suas operações, a SOFT TRADE diversificou sua carteira e hoje atende empresas nos segmentos industrial, serviços, governo, educação e financeiro.

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